Não se podia esperar mais nada. Todo o tempo que passou, a vida que foi gasta, o amor, o carinho, a afeição, os sonhos e os desejos esvaeceram, junto com este. Sentia seus olhos fugirem dos meus, os mesmo olhos que me perseguiram a vida todo, que me apoiaram, me repreenderam, me acalentaram. No mundo, não existia mais universo, planetas e nem ao menos um deus, existíamos apenas eu e você, afim de esclarecer o que não pode ser esclarecido: a palavra dita.
O reencontro deu-se de supetão, mas mesmo sabendo que um dia, por circunstancias do acaso de um mundo pequeno, nos veríamos. De fato, não reconheci tal alguém, e como suas formas que, de alguma forma, já foram graciosas, e como se tornaram bruscas e recalcadas. A sonoridade da voz, o jeito de se expressar, cômico e agradável se tornou uma farpa, que a cada movimento rítmico, sentia-me perfurado e vazio. Ocorreu que nem mesmo o que acreditei ser a verdadeira entrada da vida estar correta, pois ela tinha outra forma, outra cor, outro sentido, como se alguém quisesse fechar qualquer entrada para si, e fugisse de qualquer aproximação com sinceridade.
Percebi que embora houvesse a mesma intencionalidade na questão da estética, havia uma capa feita de aço imaginário, do qual qualquer um seria incapaz de penetrar, ao não ser este desejasse, com todo o amor que ainda poderia haver em sua alma, escapar de tal armadura. Mas este não quer. A armadura que um dia fora de dentes-de-leões e lírios amarelos, leve, alegre e resplandecente, se desfez aos poucos, com a amargura de algo inimaginável em seu corpo, com o sofrimento incabível de coisas que nem mesmo este sabe o que é.
A cada segundo me surpreendia mais. A atitude mais extremista, que nem mesmo aquele que se encontra preso dentro de si é capaz de tomar, este tomou. Tomou de tal forma que se esqueceu de que o extremismo é nítido quando se busca a utopia, e de que a galáxia, as estrelas e o sol percebem o quão falseado este se torna por isso. A palavra, a mesma que causou a discórdia, é a mesma que impregna em todas as suas relações afetuosas, em todos os seus anseios. A palavra, que não tem culpa de ser palavra, não está sozinha. A palavra estará sempre acompanhada de medo, rancor, raiva, ódio, pena, gastura, asco, vomito, dor e agonia, e por isso todas as palavras que saem da sua boca, se tornam palavras fúnebres, pois você se matou, por dentro.
Percebi que este encontro teve apenas poucos minutos, as palavras fúnebres foram dirigidas à mim contáveis vezes, e que não havia mais nada a ser feito. A alegria contagiante que estava no mesmo ambiente que ocorreu o reencontro não permitiu que o negativismo dominasse e culminasse por ali. A beleza de viver tomou conta do local, e fez com que nada que viesse deste atingisse alguém. O amor predominou, e desta forma, este não teve mais como agir ou reagir, buscou um canto, permaneceu com seu aço invisível, deixou a entrada fechada, porém, estampou em suas relações uma forma de subterfúgio – palavras vazias.
O reencontro deu-se de supetão, mas mesmo sabendo que um dia, por circunstancias do acaso de um mundo pequeno, nos veríamos. De fato, não reconheci tal alguém, e como suas formas que, de alguma forma, já foram graciosas, e como se tornaram bruscas e recalcadas. A sonoridade da voz, o jeito de se expressar, cômico e agradável se tornou uma farpa, que a cada movimento rítmico, sentia-me perfurado e vazio. Ocorreu que nem mesmo o que acreditei ser a verdadeira entrada da vida estar correta, pois ela tinha outra forma, outra cor, outro sentido, como se alguém quisesse fechar qualquer entrada para si, e fugisse de qualquer aproximação com sinceridade.
Percebi que embora houvesse a mesma intencionalidade na questão da estética, havia uma capa feita de aço imaginário, do qual qualquer um seria incapaz de penetrar, ao não ser este desejasse, com todo o amor que ainda poderia haver em sua alma, escapar de tal armadura. Mas este não quer. A armadura que um dia fora de dentes-de-leões e lírios amarelos, leve, alegre e resplandecente, se desfez aos poucos, com a amargura de algo inimaginável em seu corpo, com o sofrimento incabível de coisas que nem mesmo este sabe o que é.
A cada segundo me surpreendia mais. A atitude mais extremista, que nem mesmo aquele que se encontra preso dentro de si é capaz de tomar, este tomou. Tomou de tal forma que se esqueceu de que o extremismo é nítido quando se busca a utopia, e de que a galáxia, as estrelas e o sol percebem o quão falseado este se torna por isso. A palavra, a mesma que causou a discórdia, é a mesma que impregna em todas as suas relações afetuosas, em todos os seus anseios. A palavra, que não tem culpa de ser palavra, não está sozinha. A palavra estará sempre acompanhada de medo, rancor, raiva, ódio, pena, gastura, asco, vomito, dor e agonia, e por isso todas as palavras que saem da sua boca, se tornam palavras fúnebres, pois você se matou, por dentro.
Percebi que este encontro teve apenas poucos minutos, as palavras fúnebres foram dirigidas à mim contáveis vezes, e que não havia mais nada a ser feito. A alegria contagiante que estava no mesmo ambiente que ocorreu o reencontro não permitiu que o negativismo dominasse e culminasse por ali. A beleza de viver tomou conta do local, e fez com que nada que viesse deste atingisse alguém. O amor predominou, e desta forma, este não teve mais como agir ou reagir, buscou um canto, permaneceu com seu aço invisível, deixou a entrada fechada, porém, estampou em suas relações uma forma de subterfúgio – palavras vazias.
1 comentários:
emocionou-me :D
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