
O desejo voraz da guerra recaí sobre nossas almas como um manto sujo de sangue. O prazer de continuar insistindo em dores psíquicas faz com que os sonhos se transformem em uma bola de desejos infundados, que não merecem mais do que a lata de lixo. Esquecemos que o lixo vive dentro de nós mesmos, e por mais que tentemos excluir nossos sonhos, eles serão reciclados por dentro. A única coisa que não salva você de seu sonho, é quando sua consciência é pútrida, onde não permite que nada, além da aspiração pelo mal, viva e conviva dentro de você.
Houve um tempo em que o amor preenchia suas veias, invadindo seu coração, mas o contágio do pior veneno do mundo, o ódio, fez com que nada mais circulasse por suas veias além de seu sangue, e este, sujo pelos impulsos fétidos de seu cérebro, que só tem aspirado pelo rancor.
A vida que lhe brota dos olhos, pode ser sua maior ou pior aliada, dependendo do manuseio das suas pálpebras. O olhar bruto e desumanitário te leva a manipular desejos e transformá-los em anseios, dos quais não se pode fugir. Não há fuga do medo, do imprevisível, e por mais que você tente prever o futuro, o próprio medo faz com que sua previsão escape por seu cérebro, como a água que escaparia pelos dedos. Sua atitude brusca e deprimente te leva a um subterfúgio negro, onde ninguém poderá lhe salvar.
A alma coberta de sangue passa a ser sua principal armadura, amargurada, e dura.
- Manto;
Postado por
Bruno Érnica
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
Marcadores: Devaneios
2 comentários:
Nussa, este testo faz a pessoa muito nas atitudes tomadas!
seus textos cada vez mais.. nem tenho palavra pra dizer o quão faz refleti muito!
Bjos
Qualquer semelhança com Foucault,Deleuze e Nietzche é mera conhecidencia
Chá na Garagem? Uau titulo abragente rs
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