Excremento
O dolo mal resolvido de uma noite,
Rebusca minha alma com soluções,
Tenho-te a beira do açoite,
Mas ainda finjo emoções.

Sua busca infundada por seu ego esquecido,
É apenas o grito de um superego revirado,
Que de teus próprios sonhos está enfurecido,
E de tuas próprias mentiras incrustado.

Você se tornou seu próprio excremento,
Fétido, sujo, e desnecessário,
Sua vida não tem consentimentos,
De que afeto é completamente necessário.

Então terminarás sozinho, de canto, de lado,
Dentro de ti haverá apenas uma mentira.
Nunca terás amor, viverás do fardo
De que cada vez que respires, isso te fira.

1 comentários:

Maçao Filho [Delos] 27 de setembro de 2009 às 12:44  

Se tivesse de descrever minha visão do texto em duas palavras, elas seriam: profundidade mordaz - o mesmo valendo para o post antes desse.
Os dois muito bons, bastante incisivos. Sinceramente, quando encontro alguma agressividade nos teus textos, ela sempre me deixa um pouco preocupado contigo, com o que pode estar te passando pela cabeça, sei lá, delírios meus. Nada de novo sob o sol, só o velho hábito de se preocupar demais e sem real necessidade. Vc me parece ter maturidade o bastante pra se cuidar sozinho e um bom número de amigos pra te apoiar, mas, se algum dia precisar conversar, desabafar ou qualquer outro verbo do gênero, estou à disposição, 'k? =]
Anyways por enquanto é isso. Que essa semana que começa lhe seja doce, na medida em que isso é possível qdo se está em pleno inferno astral.. ao menos o niver tá chegando! o/ Antecipadamente, good vibes for you! Abração!

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