- A Falta da Singularidade;


Toda sua diferença tornou-se comum.

Teus atos tornaram-se falhos em cada detalhe, já que o diferencial virou algo normal ao meu ver, igual a que todos já fizeram.

Seu tempo dedicado, suas falsas promessas, seus torpes sorrisos; todos vazaram juntamente com a sua tentativa de ser natural. O prazer que havia no encontro converteu-se em desprazer a partir do momento que você concluiu que o meu destino era uma competição.

Felizmente meus olhos nunca se fecharam diante dos seus, e desde o início pude prever em cada tom do seu olhar qual seria a sua próxima ação, completamente previsível, embora você tenha feito de tudo para parecer que não.

E eu, um louco lúcido dissimulado, deixei que me guiasse para cada um de seus suspiros, e deixei que estes virassem anseios diante dos meus doces sorrisos e gargalhadas. Sou um palhaço preso dentro da minha própria maquiagem, e não posso deixar que qualquer tipo de lágrima borre-a. A roupa não me cai tão bem, contudo ela se torna confortável na maioria das situações cômicas que tenho que passar, por você.

A sua vontade de ser único o fez ser o todo, o compartilhado e o semelhante.
Onde estará o você-singular?

1 comentários:

Maçao Filho [Delos] 19 de setembro de 2009 às 06:03  

Nunca sei ao certo o que comentar sobre o que escreves. Tudo em que penso me parece exagerado, pouco espontâneo ou apenas insuficiente - exatamente como essas palavras me soam no momento.
Em todo caso... curti demais o texto, um jogo de palavras genial, como sempre. Clichê ou não, a primeira coisa que me veio à cabeça quando li foi essa frase do Oscar Wilde: "O natural também é uma pose".
E vou parar por aqui q já tá ótimo, né?
Abraço, ótimo fds aí pra ti x]

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