- Sensações Descritíveis;


Não vou buscar entender o que se passa entre nós dois, não agora.

Falar contigo parece simples, mas ainda vejo magia nisso. É doce, meigo, sutil. É como espremer um amanhecer e o colocasse em uma pessoa. Daria você.
É cômico, divertido, atraente, e me faz querer ficar por perto, mesmo quando eu me sinto deslocado.

Olho para o lado, e minha vontade mais íntima é lhe beijar a boca. Não sei se posso ou não, mas creio que não devo.
Não devo mais acender luzes onde sei que não posso iluminar, embora sinta uma luz vindo de você, me acendendo.

Como se tudo que movesse meu mundo precisasse de um pequeno empurrão, parte deste impulso parte de ti, que nunca irá notar o quão importante é pra mim, até porque eu não deixarei que note. Não quero que entre, mesmo sendo convidado. E se acaso entrar, e um dia fechar a porta, não sei pra quem mais vou abri-la.

Sou um pouco de exagero. Você de objetividade. Não somos antônimos, mas cruzamos.

Eu não estou lhe dizendo que hoje sou paixão, muito menos amor, sei que sou apenas alguém que não sabe o que deseja. E dentre o que não sei, está você.

1 comentários:

Maçao Filho [Delos] 2 de outubro de 2009 às 22:09  

Muito bem escrito e lindo demais - não sei descrever de outro jeito e já exagerei demais no último post... desculpe por isso, aliás.

Parabéns mais uma vez pelo talento de sempre.

Ótimo fds pra ti, Ernica, abraço o/

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