Eu sinto ódio de mim por ter descoberto o amor com você.
Tudo poderia ser mais fácil, com um cavalo branco, roupas medievais, um castelo e um tal de felizes para sempre. Mas eu preferi injetar a realidade em minhas veias e matar a carochinha. Minha vida tornou-se uma estória, daquelas que a gente juro que é eterna, mas não passa da mesma porcaria da paixão de sempre. Isso porque eu escrevi em minha agenda "Favor não se apaixonar. Grato!', mas não faz mal, nunca fui bom em promessas mesmo. Eu poderia ter escolhido um amigo imaginário, um amor virtual ou um sonho inalcançável, mas eu tive que jogar no bicho pra escolher logo o animal vencedor, que ainda estou na dúvida se é você ou sou eu.
Tenho quase a plena certeza de que eu gosto do improvável, e sendo assim porque não tentei ficar milionário inventando uma máquina do tempo, ou criando a cura de uma doença rara. Eu gosto da dor, das náuseas e da insanidade que me corroi por não saber o que fazer. Eu adoro não saber o que fazer, principalmente quando eu tenho a exata certeza do que você está fazendo, e que não é nada por mim.
Sinto que poderia descomplicar as coisas, mas eu não quero, pois descomplicar facilitaria meu mundo, facilitaria você. Eu vivo bem assim, escolhendo o pior pra mim, escolhendo sempre você.
- Choque de Realidade;
Postado por
Bruno Érnica
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
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