Hoje eu descobri o que era aquela coisa que apertava meu peito.
Eu estava enganado quando ia ao médico e tinha certeza de que eu precisaria de uma ponte de safena, de um transplante de coração ou qualquer coisa que me levasse à um bisturi. Na verdade, eu me enganei porque quis. Eu sabia que aquilo que apertava meu coração era uma mentira que inventei, pois nada o apertava, ao não ser meu cérebro conduzindo os meus pensamentos. Não era orgânico, era psicossomático. Eu inventei dores pra aliviar falsas dores, aquelas que jamais senti.
E depois de muito sofrer com essa dor que na verdade nunca doeu, eu descobri que o que estava em meu peito, querendo penetrar meu coração, era um tal de amor. Chato e inconveniente como um vírus, ele queria me dominar. Mas aí, fui simples: não tomei antibióticos nem derivados, simplesmente decidi que em mim ele não existiria; e dito e feito! Fiz ele sumir em instantes.
Há quem diga que eu nunca deveria ter tirado o amor do meu peito. Há quem diga também que eu deveria ter morrido desse mal. Eu prefiro dizer que um dia serei contaminado novamente, mas na hora que eu quiser que o tal do amor me invada.
- A Doença no Peito;
Postado por
Bruno Érnica
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Marcadores: Devaneios
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