Ele estava na sala. Ela era razoavelmente grande, com três paredes brancas e uma com textura cor de laranja. A luz estava apagada, e todos os moveis que podiam ser observados estavam à meia luz, dentre as sombras. Assim que adentrei o ambiente, não havia percebido sua presença, até porque fazia muito tempo que não sentava naquele sofá.
Me deparei com centenas de perguntas em minha mente, mas a vergonha do que ele poderia achar, ou mesmo responder. Não disse nada. Não dissemos nada. Apenas sentamos, lado a lado, como se o mundo fosse aquele ambiente.
O tempo passou, e vi que muita coisa ocorreu nesse meio tempo. Eu cresci, vivi novas experiências. Mas, continuavamos sentados naquele sofá, sem muito a dizer, ao não ser a própria meia luz nos calando gradualmente. Mas um dia, a luz se apagou, eu não vi mais o sofá, eu nunca mais o vi.
Foi o tempo perdido com baboseiras. Foram as baboseiras que nunca disse. Foi o que será daqui em diante.
Meia Luz;
Postado por
Bruno Érnica
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Marcadores: Aleatórios , Contos
1 comentários:
Porque nos deparamos com verdades nao ditas quando elas se fazem mais necessárias!
Porque a luz que nos faz ver a realidade do tempo perdido, sempre brilha mais forte, quando podemos dispensa-las!
"E se eu for o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz, quem entao agora eu seria?" (los hermanos)
;* no pancreas, bruneca joselito! ;)
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