
Eu não sou aquilo que pensas.
Eu choro, odeio, minto, dissimulo, revivo, grito, devoro, passo e sou humano. Por mais que as circunstâncias oportunas coloquem um sorriso no meu rosto, uma simpatia no olhar, um doce no meu jeito, e mágica no que faço, eu sou incontestavelmente comum.
Eu olho pra frente, e vejo monstros jogando flores em cima de mim. Monstros que me devorariam com apenas uma abocanhada, conseguem transformar dor em amor, quando se trata de personalidade, já que tudo é impecável quando se fala de alguém em que a impecabilidade se torna traje obrigatório. Mas o esquecimento vem de um humano ou de um monstro, e trajes foram feitos para ficarem desgastados, pessoas para serem despidas.
Por trás de cada bela imagem, há um ser horripilante. Ser horripilante é quando presumimos que algo acontece por pura e simplesmente maldade, infelicidade e insensatez. O que motiva ações? Fatos, burburinhos, omissões, imaginação? Prefiro ver amor nos atos. Do mais lindo ao mais pútrido. Tudo tem dois lados, mas pesar pelo negativismo é se abster de saber o que te faria bem. É encontrar escuridão na cor. É mais fácil deixar com que as pálpebras engulam a córnea e faça com que o cérebro enxergue imagens deturpadas inexistentes.
Vou colocar exatidão na minha vida, e embora seja impossível, vou tentar a cada dia não deixar com que a essência do meu ser não seja violada por formas de me amargurar, por decepções, ou por apatia. A construção destes três elementos entra pelas veias, e atinge o coração como um veneno, e agimos por impulso, por retroação, afim de que a homeostase ocorra, dentro de nós.
Deixarei com que a minha melhor veste seja exposta a cada dia, bem cuidada, imaculada. E continuarei deixando que todos penetrem na vestimenta, afim de que vejam o que eu sou, e de que forma eu sou. Mas e agora, que o obscuro vem à tona, pergunto: não sabes o que sou, quem sabe o que sois?
- Sabe o que Sois?
Postado por
Bruno Érnica
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Marcadores: Metafóricos
2 comentários:
Ninguém sabe o que se é, pro que se é. Ninguém o sabe e pretencioso seria se o soubesse. Achasse que soubesse. Entretanto comum você não é. O ser que prefere o amor das coisas e acredita que procurar o cinza nas cores é errôneo é especial. Acha-se comum porque familiariza-se com a prórpia condição de ser, do que se é, do que se acha ser.
me add no MSN ph20_17@hotmail.com
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